Fabricantes de calçados pedem redução do ICMS para gerar empregos em Franca, SP

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O Estado de São Paulo é o terceiro maior exportador de sapatos do País. A cidade de Franca (SP) ocupa o primeiro lugar dos municípios exportadores de calçados. De cada dez produtos que vão para outros países, seis são feitos nas fábricas do município. Lutando pela redução do ICMS, representantes do setor calçadista pediram ao Governador João Dória a redução do imposto.

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Estado de São Paulo é o terceiro maior exportador de sapatos do Brasil. De cada dez produtos que vão para outros países, seis são feitos nas fábricas do município.
Representantes da indústria calçadista de Franca (SP) pediram ao governador João Doria (PSDB) a redução de 1% a 3% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incide sobre sapatos. Atualmente, a cobrança do governo estadual é de 7%.
Há seis anos, o setor enfrenta queda na produção. De acordo com o Sindicato da Indústria de Calçados (SindiFranca), cerca de 24,6 milhões de sapatos são produzidos na cidade. O número é 40% menor do que o de 2013, que era de 39,5 milhões.
Segundo os empresários, a redução de impostos pode ajudar a gerar empregos e lucros. Nesta terça-feira (26), o governador João Doria visita a cidade e é esperada a assinatura de um decreto de incentivos tributários da cadeia produtiva calçadista do estado de São Paulo.
“Diminuir este imposto vai contribuir em todas as escalas, tanto no consumidor, que consegue ter o melhor acesso de compras, quanto à marca que vai chegar mais longe dentro do mercado nacional e internacional”, diz o gerente de marketing Luís Eduardo Pereira.

Benefício significativo

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apontam que as fábricas de calçados abriram 377 novas vagas em setembro deste ano. O mesmo mês do ano passado terminou com saldo negativo. Apesar disso, a recuperação é lenta. Ao todo, são 10 mil postos de trabalho a menos na indústria da cidade em seis anos.
“No caso de Franca nós temos uma aglomeração industrial completa, com mão-de-obra qualificada, aparato institucional, o que não é qualquer município brasileiro que possui essa infraestrutura que nós temos na cidade”, diz o economista Hélio Braga.
Nos últimos seis anos, cerca de 200 firmas encerraram os cadastros na cidade. Por causa da guerra fiscal, muitas empresas optaram em produzir calçados em Minas Gerais e em estados do Nordeste.
“Nós vivemos uma guerra fiscal muito intensa entre os estados e a federação brasileira. Então, essa falta de isonomia fiscal acaba criando uma série de extorsões, como empresas se deslocam para outras localidades”, comenta Braga.

Mais consumo

Já o Sindifranca diz que, além disso, a economia com o imposto vai ser usada em modernização das fábricas, incorporação de novas tecnologias e novos empregos.
“Acredito que Franca perdeu muito para outros estados, na questão de competitividade. Mas, com esta redução de imposto, ela pode se tornar uma grande potência como foi no passado”, relata o gerente de marketing.
Caso seja definida a redução do valor do ICMS, o economista destaca que será bem-vinda na cadeia produtiva.
“O que interessa é baratear o custo para o consumidor. Então, se isso realmente acontecer, é um passo importante para uma possibilidade de retomada da indústria, pelo menos, no plano doméstico”, comenta Braga.
Fonte: Mauronegruini